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01/09/2016

“ACHEI QUE ERA INDIGESTÃO"

O relato, da britânica Claire-Marie Beroucheanos, simboliza uma perigosa realidade: cerca de 40% das mulheres que sofrem um infarto não sentem dor no peito.

“Achei que fosse indigestão, mas eu estava tendo um infarto”. O relato é de Claire-Marie Berouche, uma britânica de 49 anos. Embora possa parecer estranho, especialistas afirmam que o sintoma é extremamente comum em mulheres e aconselham: se você tem mais de 40 anos e sentir repentinamente algum dos seguintes sintomas – dor ou desconforto nos braços, pescoço, mandíbula; indigestão ou refluxo; enjoo, falta de ar, delírio, mal-estar geral ou letargia (acompanhada de dor ou desconforto no peito) – procure um médico ou vá para o hospital.  

Segundo informações do jornal britânico The Telegraph, Claire começou a se sentir mal quando estava indo ao cinema com sua família. Inicialmente, ela achou que fosse apenas indigestão causada por um sanduíche consumido pouco tempo antes. Mas o sintoma permaneceu pelos próximos seis dias, quando, além da indigestão, sentiu uma forte náusea e pensou ter contraído uma infecção gastrointestinal.

“O mais estranho é que eu não conseguia vomitar. Eu só me sentia muito enjoada e desconfortável, com ondas dessa sensação pegajosa e horrível”, disse Claire-Marie.

Quase uma semana após o início do mal-estar, seu marido finalmente decidiu chamar uma ambulância. Mas, quando os paramédicos começaram a gritar “Código Azul” (tradução livre do inglês Code Blue) após um eletrocardiograma, viu-se que o problema era sério. A “indigestão” eram mini infartos e agora estava com um quadro de insuficiência cardíaca com risco de vida.

“Eu ainda lembro de estar sentada, incrédula na ambulância. Nunca fumei, quase não bebo e não tive nenhum dos sintomas que eu acreditava que sinalizavam um ataque cardíaco. Meu peito não parecia estar sendo esmagado”, relembrou.

Logo que chegou ao hospital a situação da paciente era tão grave que os médicos não sabiam se ela sobreviveria àquela noite. Ela foi então imediatamente encaminhada à cirurgia para colocar um “stent” – um pequeno tubo expansível de metal – e três meses depois ela precisou ser submetida a uma operação ainda maior.

Atualmente,  Claire-Marie, que tinha uma vida ativa e trabalhava como gerente de varejo, está aposentada e fica sem ar e exausta após tarefas simples como se levantar ou cozinhar. “Não posso mais andar sozinha, eu dependo de um scooter motorizado. Não consigo mais subir um lance de escadas. Fico muito brava comigo mesma por não ter percebido antes os sinais”, contou. Apesar de não fumar e beber pouco, ela tinha diabetes tipo 1, o que aumentou seu risco de ataque cardíaco.


 

Fonte: veja.abril.com.br

 

 

 

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